sábado, 7 de novembro de 2015

E agora?


Como é que eu explico isto ao gajo?

De volta a casa

Avô: A internet é uma coisa muito má. Facilita as vigarisses.
Eu: A internet é como tudo. Tem coisas boas e más. Também facilita informação, contacto, campanhas de solidariedade...
Avô: Não. A internet é muito má. Vê lá que até tem coisas pornográficas. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vida de emigrante número não sei quantos

A Irlanda é aquele país em que uma senhora vai contar, na rádio, o trauma que sofreu porque o rapazinho do tinder lhe deixou de falar, depois de dormirem juntos. E depois a dramática sou eu.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Alguém explica à emigrante

Quem é esta raio de Marta Rebelo que escreve a carta ao gato?

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um dó li tá

Quando decidi comprar casa própria, vi muitas e variadas casas. Quando andava a decidir qual era a menos pior, calhou o vendedor imobiliário ter me falado na do lado, que ainda não me tinha mostrado porque antes não dava. Assim que lá entrei tive aquela epifania, tal e qual a do anúncio, "aqui vou ser feliz" e já não houve volta a dar, era aquela e mais nenhuma. 

Com os gajos, sou tal e qual, assim que vejo "com este não vou ser feliz", tau, está escolhido. Não há volta a dar. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Assolapadas

Tenho saudades de paixões. Daquelas bem minhas, assolapas. De quando tudo servia de pretexto para escrever um post. De quando descobri o instagram e fiz da cadela a musa de uma pretensa artista. De quando o ombro de alguém era o meu lugar favorito ou o toque duma mensagem me acelerava o coração. 
Tenho a certeza que os meus amigos não têm saudades nenhumas dessas minhas montanhas russas, de cima a baixo, a cada 5 segundos, mas, na verdade, a mim não me importa chorar. O que preciso é de sentir. Só de sentir. 

Embalo

Ontem tive insónias. Três da manhã e eu, que tinha uma reunião daquelas, logo às oito, nada de dormir. Nem um bocejozinho para amostra. 
E que faz uma pessoa quando não consegue adormecer? Lê este blogue. Vão por mim, é (foi) tiro e queda.
Fui ler lá bem para os primórdios da coisa e, para além do tremendo sono que a coisa me deu, tive ali um misto de vergonha e orgulho. Tanta coisa mudou, tanta coisa aprendi. Mas tive, sobretudo, muita saudade. Da ingenuidade. E de ainda saber escrever português, sem expressões de emigrante, que já não diz uma frase sem um "by the way", que subsitituiu um bom "porra" pelo "fuck" e ainda tentava acertar na ortografia. 
E foi isto. Bons sonhos.